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ENDIVIDAMENTO DE EMPRESAS JOVENS

15/07/2019


Recentemente, a ANBC – Associação Nacional dos Bureaus de Crédito realizou estudo sobre o grau de endividamento da população jovem no país.
Na faixa etária até 21 anos, 32% estão endividados, equivalendo a 4,4 milhões de jovens com dívidas na média de R$ 1.676,00.
Já na faixa de 21 a 37 anos de idade, cerca de 40% possuem endividamento, equivalendo a uma população de aproximadamente 20,6 milhões, com dívidas médias de R$ 3.737,00.
Existem várias causas apontadas para explicar esse cenário desastroso.
A falta de educação financeira é certamente uma delas, pois nossos jovens, em geral, não são instruídos nesse aspecto. A par disso, a falta de mentalidade de poupança também influencia no endividamento, até mesmo em razão do comportamento imediatista e despreocupação quanto ao futuro. Outro fator bastante visível e presente no comportamento dos jovens é a tendência consumista e compulsiva, como por exemplo na aquisição de aparelhos eletrônicos (celulares, smartphones, notebooks, computadores, relógios etc.). Há, também, uma certa tendência consumista ligada à ostentação, como pode ocorrer na aquisição de carros e motocicletas. Pode-se também agregar a despreocupação com a manutenção de dependentes e com plano de saúde.
No campo mental, a impulsividade e a irracionalidade estão presentes.
Todo esse cenário deixa visível uma outra face do endividamento jovem: a migração do comportamento individual para o coletivo empresarial.
Muitas empresas novas, insufladas pela natural (e positiva) postura empreendedora e impetuosa de seus jovens criadores, acabam ficando radicalmente comprometidas em seu sucesso por conta do endividamento no qual ingressam, em razão do perfil que em geral está presente na juventude brasileira.
Existem inúmeros exemplos de empresas jovens criadas apenas para o “hoje”, mas que não se estruturaram e não se prepararam adequadamente para o “amanhã”, seja no aspecto financeiro e de governança, seja especialmente no aspecto jurídico. Nesse contexto, não sobrevivem por muito tempo.
Não é comum, por exemplo, que jovens empresários busquem assessorar-se juridicamente e de forma preventiva. O normal é que profissionais da área jurídica sejam procurados já em um cenário desastroso, catastrófico, para atuação meramente curativa (que em boa parte das vezes torna-se ineficaz). Essa é a nossa realidade.
É recomendável, portanto, que os jovens empreendedores procurem equilibrar a energia do seu ímpeto empreendedor e inovador com uma boa dose de segurança e racionalidade, através de bases jurídicas sólidas e duradouras que terão o efeito de evitar o endividamento e, portanto, possibilitar vida saudável e longa ao negócio.



Fonte: Paulo Rogério De Souza Milléo OAB/SC 7654 - OAB/MT 6112-A - OAB/PR 32.306-A







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