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A ADVOCACIA COMO APOIO ESTRATÉGICO

03/04/2019

Desde que ingressei na faculdade de Direito, sempre soube que o dever do advogado, enraizado em suas origens, é aperfeiçoar o sistema social através de sua atuação profissional, apontando defeitos, desequilíbrios e falhas.

Não há como deixar de reconhecer que muitos avanços no organismo social, inclusive através de mudanças de postura dos órgãos estatais e de empresas, decorreram da atuação certeira e pontual de advogados. No campo privado, vemos o exemplo de grandes empregadores que passaram a oferecer melhores condições a seus empregados, no contexto da prevenção a acidentes e doenças relacionados ao trabalho. No aspecto público, por exemplo, a tributação (impostos, taxas, contribuições de melhoria) tem um olhar atento dos profissionais da advocacia com vistas a encontrar exageros e ilegalidades infelizmente ainda muito comuns.

Porém, há uma função muitíssimo relevante na advocacia, mas que costuma ser esquecida ou menosprezada por empresários e gestores públicos: o apoio estratégico. Muitos negócios mal feitos ou a tomada de decisões impulsivas, equivocadas ou mal avaliadas, poderiam ser evitados ou terem seus efeitos reduzidos caso houvessem sido antecipadamente analisados por um profissional da advocacia, na conformidade com o nível de experiência, o grau de conhecimento e a área de especialização.

Mas em muitos casos não basta uma simples análise sob o ponto de vista da legislação, das obras doutrinárias ou mesmo das decisões judiciais em casos semelhantes (jurisprudência). Há situações que recomendam uma visão estratégica, para a qual o apoio e o aconselhamento de um advogado é não apenas bem-vindo, mas vital. Apoiar-se em um profissional da advocacia é cada vez mais recomendável nas decisões de caráter estratégico, não só para evitar situações desagradáveis como também para reduzir elevados custos futuros, que muitas vezes levam empresas à falência, prejudicam empregados e fornecedores e inviabilizam governos. O apoio estratégico não se limita a prevenir riscos, mas a avaliar adequadamente o cenário atual e projetar um ou mais cenários futuros, decorrentes das várias decisões possíveis. Advogados estão sendo cada vez mais requisitados para apoiar gestores, administradores e mesmo consultores na tomada das decisões de cunho estratégico. Afinal, custa caro assessorar-se estrategicamente com um advogado?
Certamente custará muito mais caro não fazê-lo, quando isso for recomendável.

Fonte: Paulo Rogério de Souza Milléo - OAB/SC 7654







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